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Do G1, em São Paulo 29/11/2016 10:18 g1.globo.com

Embarque da Chapecoense foi alterado após veto da Anac

A equipe da Chapecoense embarcaria para Medellín, na Colômbia, nesta segunda-feira (28), em um voo fretado partindo do aeroporto de Guarulhos. No entanto, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) vetou o fretamento, e o planejamento foi alterado, segundo o prefeito de Chapecó, Luciano Buligon.  

A Chapecoense foi com voo de carreira da companhia boliviana BoA até Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. De lá, pegou o avião fretado da boliviana LaMia que sairia originalmente do aeroporto de Cumbica e que acabou sofrendo o acidente na madrugada desta terça-feira.

"Esse avião teve um pedido de voo indeferido da Anac porque há acordos internacionais que quando há um fretamento de uma equipe - no caso - brasileira, ou é para o destino, uma empresa colombiana ou uma empresa brasileira. Por causa desse impasse, esse avião acabou esperando lá em Santa Cruz [de la Sierra]. A equipe brasileira embarcou aqui [em São Paulo] por volta de 16h, atrasado, em um voo regular da Boa, uma empresa  boliviana regular, chegando lá em Santa Cruz, eles fizeram o traslado para [esse voo]".

Em nota, a ANAC confirmou que foi solicitado voo da empresa boliviana Lamia Corporation para transporte do time de futebol Chapecoense para a Colômbia e que o pedido foi negado com base no Código Brasileiro de Aeronáutica e na Convenção de Chicago, que trata dos acordos de serviços aéreos entre os países.

"O acordo com a Bolívia, no caso, não prevê operações tais como a solicitada. O solicitante foi avisado, na negativa, que a operação só poderia ser realizada por empresa brasileira ou colombiana, nos termos dos acordos internacionais em vigor. A ANAC se solidariza com os familiares."

Local do acidente (Foto: Editoria de Arte/G1)

Mortos
O avião da LaMia, matrícula CP2933, decolou de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, com 81 pessoas a bordo: 72 passageiros e 9 tripulantes.

Segundo o Aeroporto Internacional José Maria Cordova, de Medellín, os cinco sobreviventes são os jogadores Alan Ruschel, Danilo e Follmann, o jornalista Rafael Henzel e a comissária Ximena Suarez.

O ex-jogador Mario Sergio, comentarista do canal FoxSports, está entre as vítimas, segundo o Bom Dia Brasil.

Os jogadores da equipe de Santa Catarina são os goleiros Danilo e Follmann; os laterais Gimenez, Dener, Alan Ruschel e Caramelo; os zagueiros: Marcelo, Filipe Machado, Thiego e Neto; os volantes: Josimar, Gil, Sérgio Manoel e Matheus Biteco; os meias Cleber Santana e Arthur Maia; e os atacantes: Kempes, Ananias, Lucas Gomes, Tiaguinho, Bruno Rangel e Canela.

O acidente
Segundo a imprensa local, a aeronave com o time catarinense perdeu contato com a torre de controle às 22h15 (local, 1h15 de Brasília) e caiu ao se aproximar do Aeroporto José Maria Córdova, em Rionegro, perto de Medellín.

O Comitê de Operação de Emergência (COE) e a gerência do aeroporto informaram que a aeronave se declarou em emergência por falha técnica às 22h (local) entre as cidades de Ceja e La Unión. Anteriormente, a imprensa colombiana informou possível falta de combustível como causa do acidente. Mas a mídia local informou que o piloto despejou combustível após perceber que o avião iria cair.

Segundo a rede de TV Caracol, da Colômbia, a aeronave sumiu do radar entre La Ceja e Abejorral.

Uma operação de emergência foi ativada para atender ao acidente. A Força Aérea Colombiana dispôs helicópteros para ajudar em trabalhos de resgate, mas missões de voos foram abortadas nesta madrugada por causa das condições climáticas. Choveu muito na região na noite de segunda, o que reduziu muito a visibilidade.

Equipes chegaram ao local do acidente por terra, mas o acesso à região montanhosa é difícil e a remoção é lenta.


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