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30/11/2016 09:36 diversao.terra.com.br

O dia em que o Jornal Nacional fez o Brasil chorar

Quis o destino que os âncoras William Bonner, enlutado pela morte do pai, e Renata Vasconcellos, em férias, estivessem ausentes da bancada numa edição história do JN.

Heraldo e Giuliana substituíram Bonner e Renata no telejornal (Foto: Reprodução/Facebook/@jornalnacional)

 Heraldo e Giuliana substituíram Bonner e Renata no telejornal (Foto: Reprodução/Facebook/@jornalnacional)
Foto: Blog Sala de TV

 

Com duração de 1h30, o principal telejornal da Globo fez na noite de terça-feira (29) a maior e melhor cobertura do acidente com o avião da Chapecoense, na Colômbia.

Três repórteres experientes foram enviados do Rio a Medellín: Lilia Telles, Marcos Uchôa e Ary Peixoto.

Eles se juntaram a Lívia Laranjeira, do SportTV, que segurou sozinha - com exímio profissionalismo - a cobertura desde a madrugada, entrando ao vivo em quase todos os programas da Globo ao longo do dia.

Após exibir várias matérias com explicações técnicas sobre o acidente e outras abordando o fator humano da tragédia, o Jornal Nacional fez um encerramento atípico.

Os substitutos Heraldo Pereira e Giuliana Morrone, e o locutor esportivo Galvão Bueno, se posicionaram no centro da redação, com dezenas de jornalistas ao fundo.

Galvão, emocionado, ressaltou a relação intrínseca do jornalismo com o esporte: "Os atletas são e serão sempre os grandes protagonistas de tantas histórias inesquecíveis. (…) Mas quem leva a você a emoção que o futebol provoca são os jornalistas das TVs, das rádios, dos jornais impressos e da internet".

"É absolutamente simbólico e muito triste que seja esse acidente a nos lembrar, de forma tão explícita, tão doída, essa ligação. Só nos resta então uma última homenagem aos jogadores, à comissão técnica, os dirigentes da Chapecoense e os jornalistas de todos os veículos, que nos deixaram hoje, tão tragicamente."

E seguiram-se 80 segundos de palmas enquanto o telão da redação mostrava a foto das vítimas. Foi uma homenagem digna, honrosa e comovente.

Antes, nas idas para o intervalo (saídas de break, no jargão jornalístico), foram exibidos os nomes dos mais de 70 mortos no desastre com a aeronave da companhia boliviana LaMia - entre eles, três profissionais da Globo.

A repercussão nas redes sociais foi imediata, com elogios à maneira sensível com que a emissora conduziu a cobertura e depoimentos de telespectadores emocionados.

O vídeo da homenagem teve mais de 300 mil curtidas e 200 mil compartilhamentos na página do Jornal Nacional no Facebook.

 

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