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10/04/2017 10:08

Em Mato Grosso, governadores do Brasil Central defendem reforma da previdência e dizem não temer embate

Por: GLAUCIA COLOGNESI

 

Governadores dos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Goiás, Rondônia, Tocantins e Maranhão, que fazem parte do Consórcio Brasil Central, defenderam a necessidade de enfrentar a reforma da Previdência nos estados. 

Para os executivo, se não houver a reforma o país corre risco de adiquirir índices de desemprego de mais de 40%, entre os mais jovens, e de 20% sob o total da população trabalhadora, igual a Grécia. Além disso,  do país pode entrar em recessão tão profunda que os governos não tenham recursos para pagar salário de servidores ativos e inativos.

O debate foi realizado, nesta sexta-feira (07), durante encontro no Cenarium Rural, em Cuiabá.

Este foi o terceiro encontro dos governadores que integram o Consórcio Brasil Central.

Os governadores disseram que não temem enfrentamento com servidores e trabalhadores e em adotar medidas duras e impopulares na reforma previdenciária. “Não adianta ficarmos com populismo. A época de jogar para a galera não existe mais. Nós precisamos ter responsabilidade”, afirmou Taques. “Não há remédio doce que combata doença grave”, disse o governador Pedro Taques.

A vice-governadora de Mato Grosso do Sul, Rose Modesto (PSDB), afirmou que todos os estados estão "cortando na própria carne", com redução de contratos e gastos, e que as medidas duras da reforma não atingirá apenas os servidores.“Nós estamos sendo transparentes e passando a verdade. Esse é o momento de mudança e mudança causa transtornos, reações, mas o tempo vai dar a resposta de que o Brasil está sendo passado a limpo”, afirmou a vice-governadora de MS, Rose Modesto (PSDB).

Para o presidente do Consórcio, o governador de Goiás, Marconi Perilllo (PSDB), se os servidores perceberem que o que está em jogo é o futuro deles, eles vão apoiar as medidas que os governadores pretendem adotar.

"Temos que acabar com os ideologismos. Se os funcionários não tiverem a consciência de que estamos virando Grécia, vão ficar sem seus salários. Este é um problema que vai arrebentar daqui 2 a 3 anos. Os servidores deveriam estar do nosso lado”, afirmou. Perilllo acrescentou que prefere perder eleição do que deixar de enfrentar reforma da previdência. “Eu acho que quem não tiver coragem de enfrentar este debate da reforma da previdência, entre outras reformas que são absolutamente necessárias, vai perder a eleição”, alertou. “Ou nós assumimos a responsabilidade como brasileiros, responsabilidade cívica, de encarar as coisas como são ou o Brasil vai falir. Alguns estados já estão em colapso e outros vão entrar”, frisou.

Segundo o governador de Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB), o evento entre os governadores de vários estados mostra que a crise econômica não é um problema isolado de apenas uma unidade federada, mas nacional e que a melhor solução sairá deste debate conjunto. “Todos os estados que estão aqui estão padecendo do mesmo mal. Nós estamos, com raríssimas exceções, trabalhando com fluxos de caixa e jogando o problema para frente. Nós temos que resolver agora sob pena de não chegarmos a médio prazo”, frisou.


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